quinta-feira



Todos os aviões modelo 787 da Boeing estão proibidos de decolar, no mundo inteiro, até que a fabricante comprove que são seguros. Depois de mais um problema apresentado nessa quarta-feira (16), desta vez no Japão, a agência de aviação dos Estados Unidos anunciou a proibição e foi seguida por outros países.
Há 34 anos a Agência Americana de Aviação (FAA) não tomava uma decisão tão drástica. O 787 Dreamliner da Boeing está proibido de decolar nos Estados Unidos.
Passageiros que aguardavam em Chicago para voar pela primeira vez na aeronave ficaram frustrados.
"Seria bom ao menos que nos deixassem conhecer o avião", lamentou um homem.
"É um pouco decepcionante, mas eu entendo as preocupações com a segurança", disse outro.
A decisão dos Estados Unidos levou autoridades do Chile, Índia, Etiópia, Qatar e Europa a fazerem o mesmo.  Nessa quarta-feira, os japoneses já tinham determinado a permanência dos aviões no solo. A Boeing recebeu encomendas para produzir 800 aviões 787.  Entregou 50, a um custo de R$ 218 milhões cada um.
Foram seis incidentes em janeiro, incluindo uma rachadura na cabine do piloto e vazamento de combustível. Mas a maior preocupação é com a bateria de íon de lítio, que faz parte de um novo sistema elétrico do 787, e apresentou problemas em dois voos. Um no dia 7, quando a bateria pegou fogo depois do pouso da Japan Airlines, em Boston. Outro foi nessa quarta-feira, em um 787 da All Nipon Airlines. O piloto fez um pouso de emergência em Takamatsu, no Japão, por causa do alarme de fumaça na cabine.
As baterias de íon de lítio são conhecidas por apresentar risco de incêndio, principalmente se estiverem superaquecidas. Ainda não se sabe quanto tempo as inspeções de emergência nos aviões vão durar. O presidente da Boeing reafirmou a confiança no uso do equipamento e disse que em poucos dias não haverá mais dúvidas sobre a segurança das aeronaves.


Bateria Explosiva

As baterias de íon de lítio são conhecidas por apresentar risco de incêndio, principalmente se estiverem superaquecidas. Ainda não se sabe quanto tempo as inspeções de emergência nos aviões vão durar. O presidente da Boeing reafirmou a confiança no uso do equipamento e disse que em poucos dias não haverá mais dúvidas sobre a segurança das aeronaves.


Boeing 787 conhecido pelo seu conforto



A ANA foi a primeira companhia aérea a encomendar o modelo 787, em Abril de 2004, cujo primeiro avião deveria ter recebido em 2008, a tempo de transportar os espectadores japoneses aos Jogos Olímpicos de Pequim, mas as entregas foram atrasadas por problemas de produção.
O Boeing 787 representa uma aposta industrial para a Boeing: o construtor assegura que o aparelho consome 20% menos combustível do que os aviões de sua categoria, graças à ampla utilização de materiais compostos, que representam mais da metade do peso da aeronave, uma façanha para um grande construtor.
A Boeing espera elevar a produção do 787 para 10 unidades por mês até ao final de 2013, enquabto acelera a produção do 737, que passou por uma actualização, e se prepara para a montagem do cargueiro 767 para a Força Aérea dos Estados Unidos.
O avião vai permitir que os passageiros tenham uma viagem mais confortável e prazerosa com mais espaço interno, maior compartimento para bagagem de mão e janelas inteligentes, que escurecem automaticamente.







Imagens: Google ( Resultados: Boeing 787 )


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